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O Curso de capacitação dos agentes comunitários de saúde para ações preventivas ao uso de álcool e outras drogas, iniciado em agosto deste ano, chegou ao final em outubro, após dois meses de aulas e atividades em ambiente virtual de aprendizagem.

Realizado pelo Observatório de Atenção às Políticas de Saúde Mental no DF – OBSAM/NESP/UnB, sob a coordenação geral da Professora Doutora Maria Aparecida Gussi, o curso à distância, com carga horária de 80h/aula, teve quarenta e cinco agentes comunitários de saúde (ACS) inscritos. Nesta edição piloto, os ACS foram indicados a partir de uma articulação entre o OBSAM, os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) e as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Ceilândia, Samambaia, Santa Maria e Sobradinho, visando a fortalecer o matriciamento e a articulação da rede local de saúde.

Com o objetivo de qualificar os agentes comunitários de saúde (ACS) de maneira a ampliar suas competências, habilidades e atitudes nas ações preventivas de saúde em situações que envolvem o uso de álcool e outras drogas, foram abordados os seguintes conteúdos: Aula 1 – Ambientação ; Aula 2 – Território: espaço onde a vida acontece; Aula 3 – Acolhimento ; Aula 4 – Legislação e políticas públicas como recurso protetivo para usuários de álcool e outras drogas; Aula 5 – Drogas: contextualização histórica, conceitos, classificação e efeitos no organismo; Aula 6 – Adolescentes, mulheres e idosos: o uso de álcool e outras drogas; Aula 7 – Família; e Aula 8 – Reflexões, desafios e perspectivas.

Como resultado alcançado dos 45 inscritos, 44 foram aprovados, o que representa 97,78% dos inscritos, um resultado que supera a média dos cursos à distância em geral. Esse resultado é fruto de uma proposta de tutoria cuidadosa, atenta às necessidades de cada cursista, que estabeleceu diferentes estratégias de mobilização ao longo do curso, e do apoio dos CAPS AD e da ESF.

Dos cursistas concluintes, 36 responderam ao questionário de avaliação (81,8%); destes, 80,6% afirmaram que o curso correspondeu à realidade do trabalho, 100% disseram que o curso contribuiu para repensar a concepção sobre o uso e os usuários de álcool e outras drogas, 97,2% julgaram que o curso ofereceu subsídios para melhorar a intervenção junto à população usuária de substâncias psicoativas e seus familiares. Os ACS destacaram algumas contribuições desencadeadas pelo curso na prática profissional. A principal foi a ressignificação de suas próprias concepções a respeito do tema e de quem é o usuário e das demandas apresentadas no seu cotidiano de trabalho, para uma abordagem mais acolhedora, compreensiva e ampliada acerca da complexidade envolvida na abordagem do usuário que vivencia o uso problemático de álcool e outras drogas.

A coordenação do curso agradece aos CAPS AD e ESF pelo apoio na divulgação, mobilização, adesão e estímulo à conclusão do curso pelos ACS, e a toda a equipe do Observatório de Saúde Mental pela responsabilidade social e ética em contribuir para a melhoria da atenção às pessoas com necessidades de saúde em decorrência do uso, abuso e dependência de álcool e outras drogas, bem como pelo investimento em divulgar experiências inovadoras e por compartilhar com os ACS conhecimento e aprendizagens.

 
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