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Por Waléria Fortes

 Nesta sexta-feira, 10, foi realizado o II Workshop Internacional ArboControl, que debate o controle do vetor Aedes aegypti e das arboviroses dengue, zika e chikungunya, uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Universidade de Brasília. O evento aconteceu no auditório do BSA Sul/UnB e contou com a presença do professor Walter S. Leal – University of California-Davis, Estados Unidos, cuja fala teve como tema “Cai fora, zika! com repelentes que repelem", e da profa. Dra. Laila Salmem Espíndola, do Projeto Integrado ArboControl (FS/UnB).

 O projeto ArboControl é uma colaboração entre o Ministério da Saúde e a Faculdade de Ciências da Saúde da UnB para a execução de ações de investigação e controle do vetor Aedes aegypti e das arboviroses dengue, zika e chikungunya. Possui quatro componentes de estudos: pesquisas para o controle do vetor, tecnologias em saúde (desenvolvimento de aplicativos de monitoramento, por exemplo), educação, informação e comunicação para o controle do vetor e formação e capacitação de recursos humanos. Neste evento, foi discutida a importância do projeto. De acordo com a profa. Laila Salmem, o projeto tem buscado novos compostos que possam ser larvicidas, contra a larva do Aedes aegypti, ou ovicidas, já que o mosquito tem três fases imaturas: ovos, larvas e pupas. "Estamos procurando compostos que possam matar esses focos, eliminar. E, para o mosquito adulto, um inseticida e repelente – neste contamos com a colaboração da pesquisa do professor Walter Leal", declara. Para que seja viável a aplicabilidade desse projeto, é necessário muito trabalho e que se busquem todos os compostos, passando por inúmeros testes e formulações e, em seguida, por sua utilização em ambientes. "O objetivo é que esse produto chegue ao comércio, essa é nossa meta final. O escopo de nossa pesquisa é controlar o mosquito" afirma Salmem.

 A parceria entre o especialista em repelentes prof. Walter Leal e o projeto ArboControl visa a encontrar novas substâncias repelentes. Segundo o prof. Leal, os atraentes para mosquitos e oviposição são alguns dos produtos desenvolvidos. “Estamos colaborando com o ArboControl testando compostos naturais como repelentes, já que há uma base excelente e uma fonte de produtos naturais que têm uma aplicação não só para controle do mosquito, mas para uso como repelente" relata. Foi desenvolvida por ele uma técnica em que os testes podem ser feitos de forma artificial, ou seja, não necessitando do ser humano. “É difícil ter as pessoas escolhidas na época certa, mantendo o protocolo para evitar que fiquem doentes. Esse método não precisa de pessoas e vamos concatenar esses testes para que, futuramente, a UnB possa ligar aos produtos desenvolvidos por eles. Traremos toda a técnica e, com os produtos brasileiros, trabalharemos juntos com o intuito de desenvolver outros repelentes que tenham melhor aceitação do publico", finaliza Walter Leal. Esse foi o pontapé inicial para o inicio de uma longa jornada de parceria e trabalho.

 
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