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Evento do MCTIC debate políticas de fomento à adoção das TICs na saúde

O Núcleo de Estudos em Saúde Pública do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (NESP/CEAM/UnB) participou nesta terça-feira, 30, do 3º Encontro Interministerial Diálogos sobre Políticas Públicas e Indicadores de TIC no Brasil, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O evento foi sediado em Brasília com o intuito de debater as políticas desenvolvidas pelo governo federal que possam ser impulsionadas pelas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), a partir de evidências apresentadas por indicadores das pesquisas TIC do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O evento reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir o processo de digitalização mundial e a elaboração de políticas públicas para a economia digital.

De acordo com o coordenador nacional da Rede Universitária de Telemedicina e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RUTE/RNP), Luiz Ary Messina, é preciso ainda ultrapassar as integrações com as empresas para haver investimento e eliminar o receio da colaboração da academia, principalmente a pública, onde se detém o nível mais alto de conhecimento. “Tivemos a sorte grande de ter havido um volume de investimento razoável para podermos implantar conectividade e unidades de telemedicina, já que há um crescimento significativo nesta área e precisamos de mais investimentos, e os privados são os mais necessários”, declara Messina.

Segundo o secretário adjunto de Tecnologia da Informação, Angelino Caputo e Oliveira, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, a participação deste ministério se dá no intuito de organizar e fornecer soluções estruturantes, a fim de viabilizar estratégias nos serviços oferecidos aos cidadãos, como normatização, harmonização e integração de diversas ordens. “Temos uma estratégia de governo digital muito parecida com a do Uruguai, e com pilares muito semelhantes”, garante.

Wagner Martins, coordenador de Gestão e Integração Estratégica da Fundação Oswaldo Cruz de Brasília (Fiocruz), garante que a instituição está na fronteira do conhecimento e necessita de infraestrutura em informação e comunicação. “Temos um processo intenso de mudança na produção de saúde e nas tecnologias de informação. A abertura de dados é algo caro, mas gera conhecimento e uma curva de crescimento que impressiona”, afirma. A Fiocruz vem se capacitando para essa mudança e planejando em longo prazo, acompanhando e produzindo informações que orientem a tomada de decisão. “O uso de novas tecnologias e o movimento de convergência tecnológica fazem com que as TICs e a biologia se encontrem. Temos necessidade da impetração da base de dados e enfrentamos dificuldades em relação a isso. Não basta digitalizar, temos que guardar o dado e ainda cruzar com outros”, conclui o coordenador. Wagner Martins ressalta a importância do evento e parabeniza o MCTIC. “Evento como esse que discute a utilização das tecnologias de informação sobre vários aspectos da política pública é fundamental. Assim, podemos avançar numa direção de maior conectividade e geração de conhecimento”, finaliza.

Para a coordenadora do NESP, Ana Valéria Machado, participar como moderadora da mesa de Políticas de Fomento à Adoção das TICs na Saúde neste evento foi um privilégio. A coordenadora ainda levantou questões sobre a vontade política e a destinação orçamentária, e sobre como essas medidas poderiam ajudar na implementação das TICs na saúde. O encontro foi um sucesso.

 
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