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A intenção é criar um vínculo por meio da produção de conhecimento realizada em conjunto com os movimentos sociais e pessoas que vivenciam condições de vulnerabilidade e discriminações

Por Gabriela Lobato

Criado em 2017, o Observatório da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra integra a Rede de Observatórios do Núcleo de Estudos em Saúde Pública do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (NESP/CEAM/UnB), em parceria com a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (SGEP/MS), por meio do Departamento de Apoio à Gestão Participativa (DAGEP). O Observatório conta com parcerias técnico-científicas de outras Instituições de Ensino Superior e Pesquisa, organizações não governamentais, movimentos sociais, estudantes, redes sociais e comunidades.

O coordenador do Observatório, vice-coordenador do NESP/CEAM/UnB e do Mestrado Profissional em Saúde Coletiva da UnB, Prof. Cláudio Lorenzo, ressalta a importância do grupo como parte de uma articulação mais clara entre academia e movimento social. A intenção é a criação de um vínculo por meio da produção de conhecimento realizada em conjunto com os movimentos sociais e pessoas que vivenciam condições de vulnerabilidade e discriminações.

Para o coordenador, é preciso trazer visibilidade às questões que envolvem raça e saúde no Brasil. Ele destaca a necessidade de fazer com que a produção científica sobre racismo e saúde torne-se mais acessível à sociedade como um todo, saindo assim do espaço hermético das revistas científicas e ganhando outros espaços de comunicação. "É preciso entender como o preconceito, a descriminação e o estigma funcionam como um determinante social de saúde", explicando a respeito das barreiras que os indivíduos dessa população enfrentam para uma atenção em saúde de qualidade.

 

Atividades recentes

Um dos trabalhos iniciados de forma prioritária foi a identificação de grupos de pesquisa, movimentos sociais, associações e coletivos que trabalham com a saúde da população negra nas cinco regiões do país – envolvendo 13 regiões metropolitanas –, mapeando, assim, suas ações. Desta maneira, o contato das organizações com o Observatório traz a otimização e disseminação dos trabalhos realizados de ambos os lados.

Além disso, após participarem da I Oficina de Planejamento da Rede de Observatórios das Políticas de Promoção da Equidade em Saúde para o SUS, ocorrida em abril de 2017, na qual pactuaram uma agenda de trabalhos a ser executada em 2017/2018, o Observatório reuniu-se no dia 09 de maio com a equipe de Doença Falciforme do Ministério da Saúde para planejamento de estratégias e parcerias. Firmaram-se ações em conjunto, entre elas o compartilhamento das produções do Observatório com a equipe de Doença Falciforme, o levantamento das associações de pessoas com doença falciforme no DF, o compartilhamento dos grupos de pesquisa participantes do Seminário Semeando Redes e o comprometimento do Observatório em atuar em prol do combate à invisibilidade da doença falciforme no DF.

 

Entenda a anemia falciforme

Doença falciforme é o nome atribuído às doenças causadas pela presença de uma hemoglobina anômala, chamada hemoglobina S, nos glóbulos vermelhos. Dentre as doenças desse tipo, a anemia falciforme é uma das mais conhecidas, consistindo em um grupo de distúrbios hereditários em que os glóbulos vermelhos assumem o formato de foice. As células morrem prematuramente, causando uma escassez de glóbulos vermelhos saudáveis (a anemia), e podem obstruir o fluxo sanguíneo, causando dores, infecções e fadiga. A doença, com prevalência média de 1 entre 380 nascidos vivos nos afrodescendentes nas Américas, é genética, incurável e com alta morbimortalidade.

 

Fontes: http://www.hemoce.ce.gov.br/index.php/2013-10-10-17-50-48 

http://www.aafesp.org.br/o-que-anemia-falciforme.shtml

https://www.gstatic.com/healthricherkp/pdf/sickle_cell_anemia_pt_BR.pdf

 
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