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Formado por docentes dos Departamentos de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (DSC/FS/UnB), mestrandos e doutorandos da UnB, o grupo de pesquisa Estudos Comparados do Núcleo de Estudos em Saúde Pública do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (NESP/Ceam/UnB) é um grupo de estudo de casos múltiplos que trabalha com análises das práticas de promoção da saúde desenvolvidas pelas equipes do Programa Saúde da Família (PSF). 

Um dos objetivos da pesquisa é identificar as experiências exitosas do PSF no Brasil e estratégias similares desenvolvidas nos outros seis países que compõem a pesquisa: Canadá, Chile, Colômbia, Peru, Portugal e Venezuela. 

No sentido de apontar caminhos para a superação dos desafios atuais e da concretização do modelo de atenção à saúde, o grupo adotou como modelo os trabalhos premiados na III Mostra Nacional de Produção em Saúde da Família, no caso brasileiro, e por técnicas similares nos outros países. 

INTEGRALIDADE 

Quando entrou para o doutorado, a professora e doutora em Ciências da Saúde Carla Targino foi inserida ao Grupo de Estudos Comparados do NESP e desenvolveu a tese: "A Atenção Primária à Saúde (APS) e a Integralidade: Estudo Comparado Entre o Brasil e a Venezuela".

De acordo com Carla, o trabalho desenvolvido por ela tem ligação com a linha de pesquisa adotada pelo grupo devido o recorte amplo para aprofundar a análise da integralidade no contexto da Venezuela, um dos países investigados no Estudo. 

“O grupo de Estudos Comparados não só colaborou, mas constitui o alicerce para existência do mesmo. A tese por mim defendida nasce a partir dessa pesquisa de Estudos Comparados do Nesp. Ela incorpora conceitos e metodologias do projeto, trazendo novas discussões e perspectivas de diálogo.”, explica a professora. 

O trabalho defendido por Carla, que tem como objetivo comparar a Atenção Primária à Saúde no Brasil e na Venezuela, sob a ótica da integralidade, nos mostra que os dois países traçaram histórias político-sanitárias semelhantes, por seguirem caminhos de luta pela democratização em comum. Esta característica levou-os a estruturar e organizar os seus sistemas nacionais de saúde de forma similar, cada um com suas peculiaridades inerentes à sua população, clima, extensão territorial e governante. Experiências venezuelanas como a Mission Barrio Adentro direcionam reflexões sobre os avanços e desafios enfrentados, hoje, apontando possíveis estratégias para a melhoria no acesso, equidade e integralidade no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Do Brasil ao Canadá 

Já o médico com mestrado e doutorado em Saúde Coletiva, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Fernando Cupertino, defendeu sua tese de doutorado, na UnB, com o título:  “A Saúde da Família como estratégia promotora de acesso e equidade no Brasil e no Québec: uma análise comparada”. 

Diferente de Carla, Cupertino não fazia parte do Grupo de Estudos Comparados, mas juntou-se aos pesquisadores no trabalho de análise comparada dos sistemas de saúde, devido ao conhecimento que ele tinha sobre o sistema de saúde do Québec, no Canadá. 

“Tomei contato com o trabalho do grupo de Estudos Comparados e animei-me em me debruçar sobre um estudo que pudesse comparar o modo de organização da Atenção Primária à Saúde, no Québec e no Brasil, na perspectiva da promoção de equidade e melhoria de acesso.”, explica.

O professor ressalta que o Grupo de Estudos ajudou no seu processo de pesquisa, pois, ele conseguiu ter acesso aos vários estudos desenvolvidos pelas pessoas que se encontravam em curso para desenvolver sua tese.

 A pesquisa de Cupertino, que tinha como objetivo geral analisar a Saúde da Família nos Sistemas de Saúde do Brasil e do Québec, como estratégia promotora de acesso e equidade, apresenta como conclusão que os modelos de organização da APS adotados nos dois países possuem atributos e potencialidades capazes de promover acesso e equidade, muito embora não tenham sido devidamente desenvolvidos e priorizados ao longo da existência dos respectivos sistemas de saúde, apesar do discurso oficial. Isso fez com que os benefícios esperados não tenham sido alcançados em sua plenitude, nem tenham sido capazes de contemplar o conjunto da população, independentemente de sua condição socioeconômica ou geográfica. 

 
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