As pesquisadoras do projeto Estudos Comparados, Profa Elizabeth Alves, a Profa Andreia Drummond e a Profa Carla Targino, visitaram a capital da Inglaterra, Londres, entre os dias 16 a 20 de julho.

O motivo da viagem para realizar o campo do Projeto intitulado: “DA POLÍTICA INSTITUCIONAL AOS PROCESSOS DO CUIDAR: ESTUDOS COMPARADOS SOBRE AS PRÁTICAS DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NAS EQUIPES DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO BRASIL E SEUS SIMILARES EM ARGENTINA, AUSTRÁLIA, COSTA RICA, INGLATERRA, REPÚBLICA DOMINICANA”, coordenado pela Profa Maria Fátima de Sousa, ex-diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (FS/UnB) .

Tal iniciativa é do Núcleo de Estudos em Saúde Pública, que é coordenado pela Profa. Valéria Mendonça e compõe o Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (NESP/CEAM/UnB). Iniciado em 2007 este projeto de Estudos Comparados pretende analisar e comparar as práticas de promoção da saúde desenvolvidas no Brasil e com as práticas e sistemas de saúde de outros países, no sentido de assinalar caminhos para a superação dos desafios atuais.

Na ocasião. as pesquisadoras em Saúde Coletiva conheceram o sistema de saúde do país, o National Health Service (NHS), que também é público, universal e gratuito, além de apresentar outros princípios semelhantes aos do Sistema Único de Saúde – SUS.

A profª Andreia Drummond explicou que “O NHS é um sistema completo, com locais equiparáveis aos nossos centros de saúde (surgery), serviços de emergências (emergency) e hospitais (hospitals). Alguns serviços especializados também são equiparáveis aos brasileiros, como serviços de saúde mental ou reprodutivo. Os serviços hospitalares de Londres são conectados com as universidades da cidade”.

As professoras visitaram o University College London Hospital em Bloomsbury, o King’s College Hospital e o King´s College Dental Institute, ambos no campus Denmark Hill, e o Barts and The London School of Medicine and Dentistry da Queen Mary University of London em Whitechapel. Além disso, foram visitados serviços especializados como o Camberwell Sexual Health Centre, e centros de atenção primária Deptford Surgery, Camberwell Green Surgery e Manor Place Surgery.

Ademais, a profª Carla Targino explicou que elas tiveram contato com informações de acesso e de comunicação do NHS, o qual é bastante apoiado e utilizado pela população e essa, bastante ativa na participação e no controle social. A pesquisadora comentou que as produções científicas viram, de forma mais direta e rápida, políticas públicas e que o NHS apresenta também um sistema de identificação totalmente digital, além de serviços de atenção domiciliar e com o serviço de assistência social integrado.

Por fim, a profª Andreia explicou ainda que lá eles não têm as políticas de equidade que temos aqui no Brasil, “nas entrevistas realizadas foram relatados que não existem unidades ou políticas de saúde específicas para grupos como por exemplo LGBT, pois não há dados que indiquem a necessidade para tal. Ainda, relataram que existem no NHS, serviços de tradução para que o acesso ou acessibilidade de pessoas que não falam a língua inglesa possam ser proporcionados, assim como deslocamento de profissionais de saúde específicos para locais em que a população tem dificuldade de acesso por motivos culturais ou religiosos, como é o caso de mulheres muçulmanas. Os profissionais de saúde entrevistados foram dois professores titulares, membros de conselhos ou juntas profissionais no NHS, além de um deles ser consultor da Organização Mundial de Saúde.”

Pesquisadoras da Universidade de Brasília visitam a Inglaterra

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